Terapia Comunitária - O que é?

A Terapia Comunitária é um espaço de partilha de vivências onde, através da palavra e da escuta respeitosa, os membros de uma comunidade vão construindo vínculos de apoio e soluções aos seus problemas cotidianos. É participando das conversações na Roda de Terapia Comunitária que se alcança a autonomia e a confiança por meio da ação terapêutica do próprio grupo, que relata e resgata suas histórias e experiências de vida na procura da solução dos conflitos pessoais.

Uma Roda de Terapia Comunitária é um grupo de ajuda mútua e um instrumento que permite construir redes sociais solidárias de promoção de vida e saúde, assim como a mobilização dos recursos e competências dos indivíduos.
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02/01/2010

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Carlos Drummond de Andrade
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28/10/2009

As coisas que a gente fala

As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente. Quando a pessoa presente É pessoa distraída Não presta muita atenção. Então as palavras entram E saem pelo outro lado Sem fazer complicação. Mas ás vezes as palavras Vão entrando nas cabeças, Vão dando voltas e voltas, Fazendo reviravoltas E vão dando piruetas. Quando saem pela boca Saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, Com palavras penduradas. Mas depende das pessoas Que repetem as palavras. Algumas enfeitam pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, Que as palavras - que Engraçado! - nem parece as palavras que entraram pelo outro lado. E depois que elas se espalham, Por mais que a gente procure, Por mais que a gente recolha, Sempre fica uma palavra, Voando como uma folha, Caindo pelos quintais, Pousando pelos telhados, Entrando pelas janelas, Pendurada nos beirais. Por isso, quando falamos, Temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala Vão voando, vão voando, E ficam por todo lado. E até mesmo modificam O que era nosso recado. Eu vou contar pra vocês O que foi que aconteceu, No dia em que a Gabriela Quebrou o vaso da mãe dela E acusou o Filisteu. - Quem foi que quebrou meu vaso? Meu vaso de ouro e laquê, Que eu conquistei no concurso, No concurso de crochê? - Quem foi que quebrou seu vaso? - a Gabriela respondeu - quem quebrou seu vaso foi... o vizinho, o Filisteu. Pronto! Lá vão as palavras! Vão voando, vão voando... Entrando pelos ouvidos De quem estiver passando. Então entram pelo ouvido De dona Felicidade: - o Filisteu? Que bandido! que irresponsabilidade! As palavras continuam A voar pela cidade. Vão entrando nos ouvidos De gente de toda idade. E aquilo que era mentira Até parece verdade... Seu Golias, que é vizinho De dona Felicidade,, E que é o pai do Filisteu, Ao ouvir que o filho seu Cometeu barbaridade, Fica danado da vida, Invente logo um castigo, Sem tamanho, sem medida! Não tem mais festa! Não tem mais coca-cola! Não tem TV! Não tem jogo de bola! Trote no telefone? Nem mais pensar! Isqueite? Milquicheique?? Vão acabar! Filisteu, que já sabia Do que tinha acontecido, Ficou muito chateado! Ficou muito aborrecido! E correu logo pro lado, Pra casa de Gabriela: - Que papelão você fez! Me deixou em mal estado, Com essa mentira louca Correndo por todo lado. Você tem que dar um jeito! Recolher essa mentira Que em deixa atrapalhado! Gabriela era levada, Mas sabia compreender As coisas que a gente pode E as que não pode fazer; E a confusão que ela armou, Saiu para resolver. Gabriela foi andando. E as mentiras que ela achava Na sacola ia guardando. Mas cada vez mais mentiras O vento ia carregando... Gabriela encheu sacola, Bolsa de fecho de mola, Mala, malinha, maleta. E quanto mais ia enchendo, Mais mentiras ia vendo, Voando, entrando nas casas, Como se tivessem asas, Como se fossem - que coisa! - um milhão de borboletas! Gabriela então chegou No começo de uma praça. E quando olhou para cima Não achou a menor graça! Percebeu - calamidade! - que a mentira que ela disse cobria toda a cidade! Gabriela era levada, Era esperta, era ladina, Mas, no fundo, Gabriela Ainda era uma menina. Quando viu a trapalhada Que ela conseguiu fazer, Foi ficando apavorada, Sentou-se numa calçada, Botou a boca no mundo, Num desespero profundo... Todo mundo em volta dela Perguntava o que é que havia. Por que chora Gabriela? Por que toda esta agonia? Gabriela olhou pro céu E renovou a aflição. E gritou com toda força Que tinha no seu pulmão: - Foi mentira! - Foi mentira! Com as palavras da menina Uma nuvem se formou, Lá no alto, muito escura, Que logo se desmanchou. Caiu em forma de chuva E as mentiras lavou. Mas mesmo depois do caso Que eu acabei de contar, Até hoje Gabriela Vive sempre a procurar. De vez em quando ela encontra Um pedaço de mentira. Então recolhe depressa, Antes dela se espalhar. Porque é como eu lhes dizia. As coisas que a gente fala Saem da boca da gente E vão voando, voando, Correndo sempre pra frente. Sejam palavras bonitas Ou sejam palavras feias; Sejam mentira ou verdade Ou sejam verdades meias; São sempre muito importantes As coisas que a gente fala. Aliás, também têm força As coisas que a gente cala. Ás vezes, importam mais Que as coisas que a gente fez... "Mas isso é uma outra história que fica pra uma outra vez...
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29/08/2009

Conversando con Adalberto Barreto

Nosso bom amigo e Terapeuta Comunitário Luiz Fernando Sarmento realizou este vídeo com Adalberto e tal como ele acredita, com a intenção de democratizar informações de qualidade no mundo virtual, gentil e comunitariamente, nos enviou agora para que todos possamos assistir esta entrevista, em três partes. Abraços comunitários e agradecidos Os videos tambem podem ser vistos aqui
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13/08/2009

E a Terapia Comunitária continua crescendo!

Agora é a vez do Chile que nos recebera na próxima semana para as primeiras rodas que se realizarão lá. Selma Hinds e eu estamos arrumando as malas cheias de expectativas rumo a esta nova aventura que pode ser realizada graças ao trabalho de Verónica Virgílio, quem tem coordenado as visitas junto aos hospitais e municípios e tem convidado também pessoas de diferentes áreas da saúde ou da educação para participar das nossas rodas. Esperamos que o frio que faz neste momento nessas terras não tire o calor das nossas rodas e o povo chileno nos acolha como sempre, como fala a canção: ... y verás cómo quieren en Chile al amigo cuando es forastero. Então la vamos nós com a TC, cantando e falando agora em castelhano!
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13/07/2009

Gentileza

Por isso eu pergunto À você no mundo Se é mais inteligente O livro ou a sabedoria
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31/05/2009

Iniciamos a 4ª turma anual de TC do Noos

Uma alegria! Iniciamos a 4ª turma anual de TC do Noos. Um grupo excelente, participativo e extremamente solidário. Aliás qual é mesmo o perfil de um terapeuta comunitário? Diante de tantos balanços da vida, de tanto chacoalhar emoções não poderíamos ser diferentes. Bem vindos vocês que abriram coraçõ esteve entre nós cariocases e torneiras de emoções. Que tão bem mostraram suas pérolas e desnudaram suas feridas. Obrigada pela confiança, pelas lindas músicas, pela conversa junto à lareira enfim por tantas emoções que vivemos! Obrigada à Bia, Catalina, Rosana, Sandra, Raquel e ao Adalberto que mais uma vez veio nos ajudar a fazer crescer a rede fluminense de TC. Nós que há 4 anos atrás não tínhamos nenhuma representatividade neste movimento pela inclusão e pela luta por um Brasil socialmente mais justo somos agora uma rede que cresce com lindos nós. Abraços comunitários, Selma
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22/05/2009

Pergunta

Você sente que a Terapia Comunitária mudou em algo sua vida? Como?
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19/05/2009

coisas que emocionam

Vânia teve a generosidade de compartilhar a sua experiência e fiquei super emocionada. Pedi autorização para colocar no blog pois é muito bom lembrar deste "sagrado" que muitas vezes acontece nas rodas e que nem sempre registramos. Obrigada Vania. Bia "....da terapia na Ilha da Conceição que acontece todas as sextas 13;30 e esta muito legal porque as pessoas já estão fazendo da roda uma referência , essa semana um senhor que sempre frequenta a roda até pediu pra comemorar o aniversário dele na TC ,e sabe o que ele disse ,"Eu nunca comemorei meu aniversário e sabe porque Vânia?E eu disse não. E ele disse, porque nunca tive amigo ,mas esse ano faço 82 anos e quero comemorar aqui na Tc com vocês, porque agora eu tenho amigos, pois foi aqui na TC que os encontrei, agora eu tenho uma família." Ai eu fiquei toda boba e muito feliz em saber que nosso trabalho está dando certo e queria dividir isso com você e com todo o grupo.Hoje já consigo ver frutos da Terapia Comunitária e estou muito feliz."
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16/05/2009

Cecília Meireles

No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro; no canteiro uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta
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10/05/2009

Por que é importante falar?

Quando a gente tenta De toda maneira Dele se guardar Sentimento ilhado Morto, amordaçado Volta a incomodar Esta é a musia preferida da nossa querida amiga Bia para começar a Terapia Comunitária :)
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Neste dia celebramos!

Nós da Terapia Comunitária desejamos a todas as mães, tias, avós e pais que se desempenham como mães, que tenham passado um ótimo dia junto a todos seus filhos, filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas e todas as crianças que sejam bem vindas no coração como filhos. Um grande abraço
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07/05/2009

Mãos

Se estivermos de mãos fechadas, nada faremos
Se estivermos de mãos abertas, pouco faremos
Se estivermos de mãos dadas, muito faremos!
Obrigada Kika!
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24/03/2009

Nasceu!

Hoje é um dia importante para mim. Hoje, faz alguns anos e num outro pais, nasceu minha filha. Num dia como este, num 24 de março a minha vida mudou totalmente já que havia entrado na minha vida um outro ser do qual eu teria que cuidar e olhar com amor e respeito já que assim tinha chegado no mundo, na confiança que seria amada e acolhida. Hoje volta a ser um dia importante para mim porque aconteceu um novo nascimento, que assim como minha filha, vem ao mundo na confiança de ser acolhido com amor e cuidado. Hoje nasceu Conversa, o blog da Terapia Comunitária do Rio de Janeiro! Conversa – compartilhando e balançando, nasceu para ser o espaço virtual e comunitário das nossas conversações, das nossas inquietudes, do nosso material teórico e didático. Conversa – compartilhando e balançando, nasceu para que juntos possamos divulgar nosso trabalho comunitário, ampliar nossas redes e compartilhar nossos encontros. Conversa, assim como a própria Terapia Comunitária, pretende reproduzir, de um modo virtual, um espaço onde possamos falar do nosso cotidiano não só como Terapeutas Comunitários e sim como pessoas inseridas neste belo e enorme Rio de Janeiro. Ben vindos a Conversa – compartilhando e balançando!
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